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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

A polêmica do iPad na escola

Começa a se discutir a validade ou não, em nossa lastimável realidade educacional, da inclusão dos "tablets" -  em especial o iPad, na sala de aula. 
De um lado, estão os detratores de plantão, que vão dos menos esclarecidos (que atacam qualquer iniciativa, principalmente se ela vem do governo e se o governo for do PT) aos mais esclarecidos (que apresentam números e fatos indicando serem muitas as prioridades antes de se pensar em tablets na sala de aula).
Esta semana, um embate muito interessante está ocorrendo no Jornal 247 (www.brasil247.com.br). Um editorial denominado "Vá em frente, Mercadante" (leia aqui) comenta o texto intitulado "A pedagogia da marquetagem", publicado pelo jornalista Elio Gaspari na Folha de São Paulo (o texto de Gaspari na íntegra, está no corpo do artigo).  Afirmando que o jornalista "pisou na bola" ao defender que a inclusão digital com iPads é pura ação marqueteira, o 247 gerou uma avalanche de comentários - prós e contras.
É irônico ver que o setor da educação, de onde se esperaria inovação e produção de conhecimento de alto nível, seja um dos mais estagnados do Brasil. Nossos alunos do século XXI estudam em escolas do século XIX. Se a odontologia tivesse andado ao mesmo passo da educação no país, provavelmente em sua próxima consulta você seria anestesiado com clorofórmio e seu dentista usaria uma broca de pedal. 
Infelizmente, nosso Brasil ainda é Terceiro Mundo em vários aspectos e Primeiro Mundo em poucos. Logo, não podemos nos dar ao luxo de dizer "OK, vamos primeiro consertar a educação e depois implementar os iPads na sala de aula". Não dá. Temos que fazer tudo ao mesmo tempo - claro, com qualidade, bom senso e pedagogia adequada. Na sala de aula atual, os grandes estímulos transformadores vêm de fora, e não mais do professor. E, para sobreviver a esta nova sala de aula, o professor precisa mudar.   Como diz Máximo Gorki, no final de "Pequenos Burgueses", nas palavras do bêbado Teteriev que não mede palavras com o pequeno burguês Bessemenov, que após a saída do filho de casa expulsa todos à sua volta: 
“Não grite, velho... Você não pode mandar embora todos os que te atacam. Não se preocupe, o seu filho volta! (...) Quando você estiver morto, vai reformar alguma coisa deste estábulo... vai mudar os móveis de lugar... e vai viver como você vive agora... tranqüilo, razoável, acomodado... (...) Vai mudar os móveis de lugar, e vai viver com a consciência tranqüila de que cumpriu plenamente o seu dever perante a vida e os homens... É completamente idêntico a você! (...) Completamente idêntico, covarde e bobo! (...) E será, com o tempo, tão avarento como você. Tão seguro de si mesmo, como você... tão mau, como você... E um dia... será até infeliz como você é agora!... A vida avança, velho, e quem não avança ao lado dela, fica só! Como você...”

domingo, 16 de outubro de 2011

Valeu, Jobs!

Lalá brincando, Mamãe blogando
"Thanks, Dude!" ("Valeu, Cara!")... É o que consigo expressar passado um tempo do desencarne de Steve Jobs. Faz um tempo que ando pensando sobre o impacto da Apple no mundo de hoje (e no mundo que vem aí). E não é pouco. Muito do que fazemos hoje, das possibilidades que temos e do arsenal tecnológico disponível para nós e nossos filhos devemos à essa galera que nasceu próximo ou de preferência no ano de 1955.


Um Apple II Plus (igual ao que eu tinha!)
Olha o meu caso (e, por que não dizer, NOSSO caso - vejam na foto as loiras cibernéticas excercendo seus talentos informáticos): por força do meu tipo de trabalho (treinamento via e-learning), tive que adquirir um iPad há pouco mais de 1 ano. Aí fiquei pensando, "puxa, meu primeiro Apple!", sem me dar conta que, em 1983, quando eu tinha 15 anos, meu padrinho adquiriu um Apple II Plus, comprou um manual da linguagem BASIC, instalou tudo lá em casa e me disse: "Nós vamos ganhar dinheiro com isso!". É engraçado esquecer às vezes este fato, extremamente marcante em minha vida, simplesmente porque o mundo dos computadores mudou drasticamente desde então. Meu celular, hoje, tem um poder de processamento infinitamente maior do que aquele computador. Mas foi ele que me deu as noções sobre programação, informática e lógica que tanto uso hoje na vida. A tecnologia mergulha em você, e você nem percebe.

Mas, e o Jobs? Afinal, o que fez este cara?

Em 1976, ele fundou a Apple, uma empresa que acabou se tornando um modelo a ser seguido e copiado em termos de design, processamento, velocidade e inovação. Sua empresa mudou o modo como escutamos música, como usamos o telefone celular e o computador. Mais do que isso, está mudando a forma como as crianças enxergam e interagem com o mundo. Duvida? Assista o vídeo abaixo...


No final, o pai escreve: "Para a minha filha de 1 ano, uma revista é um iPad que não funciona. E vai ser isto para o resto de sua vida. Steve Jobs codificou parte de seu sistema operacional."

São os Nativos Digitais. Sua interação com a tecnologia é tão natural como a nossa com os livros.

Ao Jobs, que voltou a ser energia pura: Valeu, Cara!
★ 1955 ✝ 2011